O combalido

Se em ti revolve o inominável,
E tuas chagas sangram azeite
Se vive a vida execrável
Buscando alguém que te aceite.
Se teu gole engole sofrimento
E em teu ar não há alento…

Se a dor é tamanha e constante,
E nunca vem teu dia bom
Se falas a fala de um farsante
Teu grito vem no mesmo tom
Se chora algo escondido
Fraco, frágil, o combalido.

Quando todas as cores se torcem
Em sujo e cinza redemoinho
Por mais dores que te forcem
Há resgate a caminho.

E virá por entre nuvens
Teu herói, teu salvador
Olhos chorem, selem, turvem!
Que acabou a vossa dor.
Pois virá como trovão,
Ágil, forte e inesperado
Estende pois a ele a mão.
Sede bem-aventurado.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s