Diz-me

Já sentiu a dor no peito,
Como faca violenta,
Dor que te deita ao leito,
Que também te acalenta?

Já sentiu correr Vinícius,
Nas tuas veias pulsantes,
Ou os românticos vícios,
Das tabernas, como antes?

Já sentiu a ferida que dói,
Que não se sente?
Bebeste vida da foz,
Da nascente?

Já sentistes ter um coração,
Que antes nunca havia pulsado?
Já tocaste um rosto com a mão,
E o guardaste emoldurado?

Diz-me se já amaste desta forma,
Se do cálice de Deus bebeste,
Pois quem bebe ao paraíso torna,
Não há drinque como este.

 

(Poema utilizado no curta-metragem “Lamúria”)

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