O deplorável

Lá vem depressa o deplorável
Tropeçando nas correntes
Vestindo máscara demente
Pra seu dono tão amável.

E só por ele faz de tudo
Joga-se no chão que fede
E só por ele fica mudo
Obedece o que lhe pede.

Vem correndo dizer que sim
Ao que quer que lhe comande
Ele  tem balas de festim
e medo que sozinho ande.

Sabe que a tudo se sujeita
Sobrevive de migalhas
E todo desamor aceita
Idolatra o canalha.

Suporta a dor e a tristeza
Suporta frio e calor
Deixa apagar sua beleza
Pra ver nele seu amor.

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